Review – Trovão Tropical

Ano: 2008

Título original: Tropic Thunder

País: EUA

Diretor: Ben Stiller

Roteiro: Ben Stiller, Ethan Coen e Justin Theroux

Elenco:  Ben Stiller, Robert Downey Jr., Jack Black, Tom Cruise, Matthew McCounaghey, Nick Nolte.

Gênero: Comédia/Ação

Serei direto: Trovão Tropical é excelente. É uma das melhores comédias da década, possui boas sequências de ação e ainda nos brinda com ótimas atuações, principalmente por parte de Robert Downey Jr..

O filme começa com falsos trailers e um comercial falso de bebida energética, protagonizado pelo rapper Alpa Chino (Brandon T. Jackson) e duas dançarinas de proporções nadegais avantajadas. Depois passamos para o astro de filmes de ação Tugg Speedman (Ben Stiller) promovendo a quinta (!) sequência de seu sucesso de bilheteria, “Scorcher”. Temos então o ator Jeff Portnoy (Jack Black – dublador do Po em Kung Fu Panda) e o trailer de sua mais recente comédia “Os Gordos do Peidaço – Parte 2”, onde ele interpreta todos os personagens principais com piadas regadas a muita flatulência. Por fim, é exibido o trailer de “O Beco de Satanás”, uma história sobre dois padres gays, estrelada por Tobey Maguire e pelo vencedor de cinco Oscars Kirk Lazarus (Robert Downey Jr., o Tony Stark em Homem de Ferro).

Depois de todos esses trailers  é que o filme realmente começa. As coisas não vão muito bem na filmagem de Trovão Tropical, um filme baseado em um livro escrito pelo sargento Four Leaf Tayback (Nick Nolte) sobre a Guerra do Vietnã, já que os atores se desentendem sobre o roteiro e o diretor Damien Cockburn (Steve Coogan) não consegue controlá-los. Com o filme atrasado em dois meses em apenas uma semana de filmagens, o chefe do estúdio, o milionário Les Grossman (Tom Cruise, devidamente maquiado), resolve intervir, dando um ultimato ao diretor: ou ele colocava os atores na linha, ou o filme seria cancelado.

Sem saber o que fazer, Cockburn acaba encontrando em Four Leaf um conselheiro. O militar sugere que o cineasta leve os atores (as 4 estrelas dos trailers mais o franzino Kevin Sandusky, interpretado por Jay Baruchel) para o meio da floresta, onde – com a ajuda do pirotécnico do filme, Cody Underwood (Danny McBride) – eles armariam uma cena de guerra para amedrontar os atores e assim conseguir uma emoção mais real. Mal sabem eles que vão acabar entrando numa guerra de verdade com terroristas e traficantes vietnamitas…

A partir daqui é SPOILER. Eu avisei.

Eu tentei me aprofundar o mínimo no roteiro para não tirar a graça da maior parte do filme. Há referências a vários filmes de guerra, como Apocalypse Now, Platoon e O Resgate do Soldado Ryan. Embora Trovão Tropical tenha cara de spoof, ele nunca escamba para o ridículo como os filmes da série Todo Mundo Em Pânico. E devo dizer, a atuação e a improvisação dos atores é fantástica, especialmente Robert Downey Jr., que interpreta um ator australiano loiro movido a Oscars que tem de fazer o papel de um soldado americano negro. O personagem é tão obcecado com seu próprio personagem que só para de interpretar quando “acabarem os comentários do DVD” (uma piada que eles REALMENTE mantiveram nos comentários do DVD). Downey foi indicado ao Oscar – irônico, não? – pelo papel, mas perdeu para Heath Ledger e o Coringa de The Dark Knight.

Ben Stiller também está muito bem. Sempre achei Stiller um comediante muito inconstante, mas aqui ele se encaixou muito bem no estereótipo de “herói de ação que também faz dramas” (Sylvester Stallone, alguém?). Jack Black não está no melhor de sua forma (tanto física quanto cênica), entretanto seu personagem evolui bem na metade final da película – especialmente considerando que ele começou como um “Eddie Murphy” branco, peidorrento e lokis de dorgas. E Tom Cruise é uma agradável surpresa. Não só o fato de ele estar usando maquiagem especial durante todo o filme, mas a forma como ele improvisa também é muito engraçada. Na verdade, Cruise praticamente criou e embutiu esse personagem no script (isso é contado nos comentários do filme de maneira bem sutil por Ben Stiller).

As sequências de ação, ainda que poucas, são muito bacanas e servem para lembrar o espectador de que, afinal, eles estão filmando um filme de guerra. A trilha sonora contém nomes conhecidos do rap norte-americano (Ludacris, só pra citar um) e clássicos do rock (Rolling Stones).

Há alguns percalços, sim. O filme esfria muito no meio. Nessa parte o filme fica muito dependente das atuações de Downey, Jr. e Cruise, todos os outros deixam a desejar de uma maneira ou de outra. Tudo bem que todos tem seu momento de brilhantismo, mas o terço central do filme é claramente menos brilhante que o terço inicial e o terço final. Algumas pessoas podem reclamar dos trailers, dizendo que eles tomam muito tempo antes do “filme de verdade” – mas é fato de que são muito bem feitos e que ajudam a incrementar a história dos personagens.

Como curiosidade, várias aparições especiais ocorrem durante a cena da entrega do Oscar: Jon Voight, Alicia Silverstone, Jennifer Love-Hewitt e Jason Bateman são alguns dos atores que aparecem na plateia.

Recomendo fortemente o filme para quem for fã de filmes de guerra e de comédia. As atuações, as referências aos gêneros e as sequências de ação são ótimas, e se você não conseguir rir de nada do filme, bem, interne-se. Fuckface. =)

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De volta, maderfoquers!

Bullshit Land agora é Point of View.

Decidi mudar o nome do blog em 2010 para não haver confusão com o Bullshit Factory do gaúcho VH. Vi que era bullshit demais para o Portal Fighters ter dois blogs com bullshit no nome, por isso a mudança.

No entanto, vocês caros leitores podem ficar despreocupados quanto ao conteúdo dos posts. Não vou mudar a maneira de escrever os posts com uma pitada de humor, nem vou deixar de fazer críticas àquilo que eu ache merecedor. =P

Não gostou da mudança de nome? Pereça, grato.

 

Recesso, manolos!

A quem interessar, o Bullshit Land está passando por um período de bloqueio criativo recesso de fim de ano.

Em 2010 o blog voltará com mais posts sobre BULLSHIT.

Boas festas e um 2010 com menos BULLSHIT do que 2009 pra você e todo mundo que for da sua família.

 

Ser geek no Nordeste é dureza…

Falo por experiência própria: ser geek/nerd no Nordeste é algo complicado. Aqui vão algumas razões:

1- Comprar parafernália geek é um saco. Pra começo de conversa, muitos dos gadgets só chegam aqui via importação, ou custam os olhos da cara quando chegam às lojas. Consoles da geração atual? Prepare-se para desembolsar 1000 reais no mínimo – e isso incluindo os portáteis. Filmes em DVD são o único artigo “nerd-worthy” que eu vejo chegar aqui num preço justo – filmes em lançamento custam até 50 reais, mas é possível adquirir bons filmes a 12 reais (meu DVD de Blade Runner, por exemplo).

Blade Runner Director's Cut DVD Cover

Esse eu tenho =P

2- Programas para o público nerd são praticamente inexsistentes. Aqui em JP resumem-se a jogar Pump It Up onde tiver ou ir ao cinema – quando tem, ir numa convenção de cultura japonesa. Em centros maiores devem haver outros eventos, por aqui eu desconheço. E a quantidade de eventos “não-nerd” chega a ser obscena – show de forró deve ter até na sua casa sem você saber.

3- É nerd? O povo vai olhar torto pra você. Eu sei que isso deve ocorrer com todos os nerds de uma forma ou de outra, mas aqui o problema é acentuado. Sim, aquela mentalidade de “nerd é o CDF de aparelho e óculos” impera com mão de ferro por aqui.

Quem quiser contribuir com mais razões ou falar de sua experiência própria no Nordeste ou em outra região, utilize os comentários, fikdik.

Não gostou? Seja empalado pelo sabre de luz do Darth Vader, grato.

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As outras merdas que eu faço

Como eu já deixei bem explícito no “sobre o site”, sou administrador do Fórum Fighters e colaborador do GNO. Ajudo a criar conteúdo para os sites trollando os usuários escrevendo notícias e reviews. Aqui vão alguns de meus trabalhos:

Mortal Kombat Shaolin Monks – Review de um jogo que brilha muitus no PlayStation 2 e no XBox. Recomendadíssimo para fãs da série;

King of Fighters 2002 – Uma análise cheia de sinceridade sobre um jogo overrated;

One Hot Minute – O álbum mais underrated da história do Red Hot Chili Peppers revisionado pela minha pessoa;

Resident Evil: A Extinção – Perdi duas horas da minha vida vendo o filme para escrever o review. Ossos do ofício.

Ainda mantenho uma conta no deviantART com meus poemas em inglês. Alguns são demasiadamente emos depressivos, admito. Mas isso porque acredito que a tristeza é muito mais inspiradora, literariamente falando, do que a alegria. =|

Desconhece termos específicos que usei nesse post? Te vira pra descobrir. Pereça lentamente, grato.

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Experiência própria de jogo não conta?

Sempre que leio discussões sobre fighting games em fóruns, estranho a quantidade de argumentos rebatidos com désdem. São muitos, e nem sempre servem ao propósito de ensinar aquele jogador mais novo alguma coisa nova. Isso desestimula, leva o jogador a acreditar que o que ele sabe daquele jogo é… nada. Ou era alguma coisa, mas agora se tornou completamente risível.

Uma das coisas que a internet trouxe foi a união entre jogadores de diferentes níveis e locais – até como reflexo do fim da era onde arcades e fighting games é que faziam dinheiro para as empresas. O que acabou, de certa forma, por uniformizar a maneira de jogar e de discutir fighting games dos players ao redor do mundo. Se você quer exemplos de tal gameplay – YouTube. Se você quer ler tutoriais – aquele fórum tal tem de todos os personagens.

Daigo e Justin Wong: jogadores mundialmente aclamados

Daigo e Justin Wong: jogadores mundialmente aclamados

Pelo fato de todo mundo ler as mesmas fontes e ver os mesmos vídeos, a experiência de jogo de cada jogador é colocada em detrimento daquilo que a massa acha. Logo, muita gente acaba por não explorar devidamente jogos com bom potencial, testar novas jogadas e esquemas: tudo por conta de ter que jogar o que todo mundo quer, da maneira que todo mundo quer.

Veja bem, não estou dizendo que o que a massa pensa é errado. Mas também não acredito que se deva ignorar uma opinião alheia só porque ela não bate com a sua. Você não sabe qual o caminho que aquele jogador tomou para chegar a tal conclusão. Tratar os argumentos dele com désdem só faz desestimular ele e outras pessoas a se expressarem e a tentarem jogar novas coisas – o que é ruim para a já enfraquecida cena de fighting games.

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Dreamcast is BULLSHIT.

Sim, isso mesmo que você leu aí em cima. O Dreamcast é o console mais super-valorizado de todos os tempos, sem fazer por merecer.

Ora, eu não nego que o Dreamcast foi um bom console – apenas bom. Para seu ridículo tempo de vida (foi lançado em 1998 e descontinuado em 2001), tinha uma extensa biblioteca de títulos, com uma boa variedade de gêneros. Foi o primeiro console a trazer uma boa quantidade de bons ports de arcade – muito disso graças às semelhanças de sua arquitetura com a da Naomi, placa de arcades da Sega. E ainda tinha funcionalidades online que iam além dos games. Então, porque o Dreamcast é BULLSHIT?

O 128-bit da Sega.

O 128-bit da Sega.

1º – Era um console da Sega. Desde o Mega Drive, a Sega vinha mais errando que acertando (32X foi um add-on desnecessário, e a arquitetura de programação do Saturn era excessivamente complicada). O Dreamcast foi o golpe final na carreira da Sega no mercado de consoles: os ports “arcade perfect” se mostraram inúteis para sustentar o console no mercado. Aliás, fechar a divisão de consoles para se focar em seus hardwares de arcade e em softwares para outras plataformas foi a primeira decisão acertada da Sega desde o 32X.

2º – Em nenhum momento concorreu de fato com PS2 & amigos. Apesar de alguns títulos terem sido portados para PlayStation 2 (Crazy Taxi) e X Box (Shenmue 2), os reais concorrentes do Dreamcast foram o PlayStation original e o Nintendo 64, até pela data de lançamento. Não é raro encontrar títulos relevantes que saíram para Dreamcast e PS1 (Street Fighter Alpha 3, Resident Evil 2 e Tomb Raider Chronicles, por exemplo).

Michael Jackson's Moonwalker. OH WAIT

Michael Jackson's Moonwalker. OH WAIT

3º – As exclusividades se mostraram irrelevantes. Shenmue? Ninguém fala hoje em dia. Sonic? Vem degringolando desde o Adventure 2. Crazy Taxi? Foi até o 3, com muita boa vontade da Sega, porque a fórmula se esgotou no 2. Jet Grind Radio? Space Channel 5? Power Stone? Plasma Sword? Project Justice? Seja sincero, você vê a imprensa comentando algum desses títulos sem sentir que há uma tremenda dose de nostalgia? Fato é, a gigantesca maioria das franquias que nasceram e foram exclusivas do Dreamcast, morreram com o Dreamcast.

4º – Falta de franquias multi-plataforma relevantes. Megaman? Nop. Castlevania? A Konami preferiu apostar no Game Boy Advance. Metal Gear Solid? O anúncio da segunda versão para PS2 é considerado por muitos como o prego que fechou o caixão do DC. Não acho exagero dizer que a Sega se fechou num mundinho com Capcom e SNK para ports “arcade perfect”, ignorando o momento de outras séries à época.

Só fãs de fighting games da Capcom lembrarão deste aqui.

Só fãs de fighting games da Capcom lembrarão desse.

5º – O controle do Dreamcast é putaqueparilmente horrível. Uma coisa que eu vejo muito com saudosistas do DC é que eles amam aquele controle horroroso, do tamanho de uma caixa de sapato e com um posicionamento de botões absurdo. “Questão de costume” de amarelo é comer barro – eu me acostumei a jogar com um Dual Shock 2 e ainda acho ele horrível em algumas situações, especialmente fighting games.

6º – As viúvas do Dreamcast são chatas pra caralho. Nuff said.

Isto posto, concluo que Dreamcast é BULLSHIT por não acrescentar nada ao mercado atual de games, tendo em vista que alguns de seus clássicos nem remake merecem, sendo lançados avulsamente pelas Lives da vida (Soulcalibur, oi?). Seu público atualmente é bem restrito: fãs da Sega que são saudosistas da época de ouro dos arcades. Foi um bom console, nada mais do que isso.

Não gostou? Enfia uma dentadura no cu e ri pro caralho. E depois pereça, grato.

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Olá, mundo? Meu ovo.

Sejam bem-vindos ao Bullshit Land.

Neste blog falarei dos mais diversos aspectos BULLSHITísticos que povoam nossa vida cotidiana, com ênfase nos games.

Não gostou? Morra, grato.